Alexis Weissenberg

Numa antiga revista feminina francesa, surpreendi-me ao ler um adolescente (tratava-se de uma “pesquisa” sobre a nova geração) dizer que seu ídolo, longe de ser Indiana Jones, o papa ou Margaret Thatcher, era Alexis Weissenberg.
O grande pianista morreu recentemente, mas é duvidoso que outros, além daquele adolescente, chorem pelo que aconteceu.
Sua imagem, como a de Rachmaninov, é a de um artista sério e antipático, perfeito na técnica, alheio às expectativas do público. Ideal para Bach e Stravinsky, por exemplo.

http://www.youtube.com/watch?v=dKV1Sk_CWDA&feature=related

About Marcelo Coelho

Marcelo Coelho nasceu em São Paulo, em 1959. Estudou Ciências Sociais na USP. Escreve semanalmente no caderno "Ilustrada", da Folha de S. Paulo, e publicou, entre outros, "Crítica Cultural: Teoria e Prática" (Publifolha) e "Patópolis" (Iluminuras)
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5 comentários feito no blog

  1. França Junior comentou em 20/02/12 at 14:05 Responder

    Olá, Marcelo: por favor sugira aos técnicos da folha que adicionem um link para se abrir os endereços de web em uma aba extra. Assim fica mais fácil conferir as sugestões de sites nos blogs. França

    • mcoelho comentou em 25/02/12 at 13:27 Responder

      está certo! Obrigado.

  2. CARLOS PINHEIRO JR. comentou em 22/02/12 at 12:14 Responder

    Marcelo, falando de Weissenberg e Rachmaninov, o franco-búlgaro deixpu alguns registros importantes da obra do russo. Ele gravou o Concerto para Piano No. 3 duas vezes (a versão sob a regência de Georges Prêtre, feita em 1967, é a melhor delas), e também a ingrata Sonata No. 1. Weissenberg quase consegue nos fazer esquecer que essa peça rebarbativa, excessivamente longa e com uma miríade de notas é um trabalho relevante, o que é um verdadeiro feito. Ele foi um pianista enigmático e por vezes incompreensível, mas de talento e originalidade enormes. Abraço, Carlos

    • mcoelho comentou em 25/02/12 at 13:26 Responder

      Obrigado, Carlos!

  3. CARLOS PINHEIRO JR. comentou em 22/02/12 at 12:17 Responder

    Ops, no comentário acima, onde eu escrevi “fazer esquecer”, leia-se “convencer”…

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