Numa antiga revista feminina francesa, surpreendi-me ao ler um adolescente (tratava-se de uma “pesquisa” sobre a nova geração) dizer que seu ídolo, longe de ser Indiana Jones, o papa ou Margaret Thatcher, era Alexis Weissenberg.
O grande pianista morreu recentemente, mas é duvidoso que outros, além daquele adolescente, chorem pelo que aconteceu.
Sua imagem, como a de Rachmaninov, é a de um artista sério e antipático, perfeito na técnica, alheio às expectativas do público. Ideal para Bach e Stravinsky, por exemplo.
http://www.youtube.com/watch?v=dKV1Sk_CWDA&feature=related
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Olá, Marcelo: por favor sugira aos técnicos da folha que adicionem um link para se abrir os endereços de web em uma aba extra. Assim fica mais fácil conferir as sugestões de sites nos blogs. França
está certo! Obrigado.
Marcelo, falando de Weissenberg e Rachmaninov, o franco-búlgaro deixpu alguns registros importantes da obra do russo. Ele gravou o Concerto para Piano No. 3 duas vezes (a versão sob a regência de Georges Prêtre, feita em 1967, é a melhor delas), e também a ingrata Sonata No. 1. Weissenberg quase consegue nos fazer esquecer que essa peça rebarbativa, excessivamente longa e com uma miríade de notas é um trabalho relevante, o que é um verdadeiro feito. Ele foi um pianista enigmático e por vezes incompreensível, mas de talento e originalidade enormes. Abraço, Carlos
Obrigado, Carlos!
Ops, no comentário acima, onde eu escrevi “fazer esquecer”, leia-se “convencer”…